Política

Sem máscara, presença de Pazuello em manifestação revolta autoridades

O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, participou, sem máscara, de um ato político, no Rio de Janeiro, ao lado do presidente Jair Bolsonaro neste domingo, 23. A participação aconteceu dias depois de o militar falar à CPI da Pandemia, no Senado.

O depoimento da comissão deveria ter acontecido no começo do mês, mas foi adiado por duas semanas depois de Pazuello ter contato com casos suspeitos de Covid-19. Ele chegou a enviar uma carta ao Exército pedindo o adiamento. O general também havia sido flagrado sem máscara em um shopping de Manaus.

Acusado pelo o relator da comissão, Senador Renan Calheiros (MDB-AL), de ter metido ao menos 14 vezes, o general falou, na CPI, que não recebeu ordens do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), afirmou que o Ministério da Saúde esperou uma Medida Provisória para comprar vacinas da Pfizer, voltou a dizer que o aplicativo TrateCov foi suspenso após um ataque hacker e contou que o governo federal tinha um longo plano de combate à pandemia de Covid-19, mas que não conseguiu implementá-lo porque o Supremo Tribunal Federal (STF) “limitou” as ações do Executivo.

Desobediência

De acordo com o artigo 45 do Estatuto Militar, oficiais da ativa não podem participar de atos políticos. Portanto, Pazuello deve ser punido, mas a decisão é delicada porque o presidente da República pode reverter a definição de Paulo Nogueira e gerar uma crise com os militares.

O ex-ministro prestou depoimento na CPI da Covid na última semana e deve ser reconvocado nos próximos dias, já há requerimentos para nova oitiva do militar.

Na semana passada, ao responder ao relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL) sobre qual sua posição sobre medidas de distanciamento, Pazuello afirmou que “deveríamos fazer medidas de distanciamento sempre que possível”.

Pazuello é questionado pelos senadores da CPI por ignorar as negociações de compras de vacinas da Pfizer, atrasar o início da vacinação no país e negligenciar apoio ao estado de Manaus durante a crise de oxigênio devido a pandemia de covid-19 em janeiro deste ano.

Com informações do Congresso em Foco

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